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É dos carecas que elas gostam mais…

21 Janeiro , 2008

Esse fim de semana, mais uma vez levantei cedo para o almoço (lá pelas 11:30…), estava tudo normal, até eu chegar no banheiro e tomar um susto ao me olhar no espelho, não, não é isso que vocês estão pensando, apesar do meu rosto não ser dos mais amigáveis pela manhã, e muito menos meu humor, não foi por causa deles que me assustei. É que quando fui pentear o cabelo, percebi uma entrada um pouco avantajada do lado direito da minha cuca, ela sempre esteve ali, mas passou despercebida todos estes anos e eu nunca tinha dado muita importância, ao levantar o cabelo percebi que os fiozinhos ali são raros. Me assustei, até porque eu não tenho queda de cabelo, ele não é dos mais fortes, mas também não é frágil, e eu fiquei na dúvida se é minha testa que está crescendo, ou o cabelo que está diminuindo, e cheguei a conclusão de que, muito provavelmente é a segunda opção. Mas calma… eu ainda não estou nem perto de me tornar careca, é apenas uma possibilidade, que passou de remota para agora, possível… se for da vontade divina que eu me torne um aeroporto de mosquito, isto provavelmente levará alguns anos ainda pra acontecer, mas desde já eu me preocupo, se eu vier a me tornar um “desprovido de couro cabeludo”, vulgarmente conhecido como “careca”

Lendo um pouco a respeito, descobri que a genética é o fator principal o qual resulta a calvície, como não tenho pais calvos, a opção mais provável é: ”A outra causa mais comum de perda de cabelo é a grande quantidade do hormônio masculino Dihidrotestosterona (DHT) no folículo do cabelo. Este hormônio é produto da transformação metabólica do também Hormônio Testosterona, pela ação da enzima 5 Alpha-Reductase”

Resumindo, é excesso de masculinidade… talvez seja por isso que existe aquela expressão: “é dos carecas que elas gostam mais”, até que não é tão ruim assim né? de qualquer forma eu não sou apegado à coisas materiais, se eu notar que meu cabelo está desaparecendo mesmo, vou tratar de tirá-lo de uma vez, pois não pretendo ficar como alguns tios que usam perucas, deixam crescer dos lados pra depois jogar por cima e outras bizarrices que se vê por aí…

 O bom de ser calvo é que você não precisa comprar xampú, gel, creme pra cabelo, nem ter pente em casa, é uma sensação de liberdade que talvez algum dia eu vá experimentar, e adentrando um pouco mais nesse universo calvo, descobri que alguns dos meus atores preferidos também são carecas, olha aí a lista:

bruce-willis.jpg

O Bruce Willis é o cara, deixou os cabelos de lado (não do lado), e isto parece ter feito o maior sucesso entre as fãs.

 

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Timothy Olyphant também se desfez da cabeleira pra protagonizar o assassino de aluguel Hitman, eu pessoalmente não gostei muito do filme, mas o game é show :)

 

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Tá aí um cara que eu acho que nunca teve cabelo, o Vin Diesel, era pra ser o Hitman, mas não aceitou o papel, fez bem, porque só iriam falar mal dele :P

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Michael Rosenbaum, Lex Luthor para os íntimos, tem muita moça que prefere ele ao superboy, esse mundo tá perdido…

 

E você (perguntinha pras mulheres, por favor), acha que o cabelo (ou a falta dele) faz a diferença?

Crossroad Blues

9 Novembro , 2007

“Quem não quer ser grande? Quem não quer que sua vida signifique algo?”

Buenas!

Essa semana, assisti a um episódio de Supernatural que me chamou a atenção, intitulado “Crossroad Blues”, que é o nome de uma canção de Robert Johnson, umrobert-johnson.jpg dos mais influentes músicos de Blues americano, Johnson nasceu no Mississipi, filho de lavradores, aos 16 anos resolveu deixar a vida do campo para tocar gaita e violão, desde então não parou de viajar, tocava em todos os lugares que podia (principalmente em malocas prostíbulos e butecos bares de pouca popularidade). Teve uma carreira profissional curtíssima, que durou apenas dois anos (1936 a 1938), gravou 29 músicas, e não conseguiu nenhum reconhecimento comercial em vida (como ele afirma no episódio: “Deveria ter pedido fama, ao invés de talento… continuo duro, e sozinho…”).

Até aí tudo normal, mais uma história de um pobre infeliz, que apesar de talentoso, não teve o devido reconhecimento em vida (parecido com Van Gogh…).

Porém reza a lenda que Johnson teria vendido a alma ao demônio para obter o seu crossr4.jpgtalento e a sua habilidade com o violão. Acredita-se que ele ficou a espera na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em uma noite de lua nova com seu violão na mão. A meia-noite, o diabo em forma de um homem apareceu para afinar seu instrumento (antes que os maliciosos começem a rir, a palavra “instrumento” substitui ”violão”, é pra não ficar repetitivo.. sabe como é…).A partir daí, todos que ouvem suas músicas são encantados por ela. As letras de suas músicas como “Me and the Devil Blues“, “Hellhound on my Trail” e “Crossroad Blues” aumentaram as crenças na história, pois elas faziam alguma alusão ao diabo.

No episódio de Supernatural, esta lenda é fielmente retratada logo no início onde Johnson faz o pacto com o tal demo, e também narra a vida de mais 3 pessoas que fizeram o mesmo, um arquiteto, uma médica e um homem (que dentre os três, foi o mais altruísta, pediu pela vida de sua esposa, queencruzilhada.jpg estava com câncer em estado terminal). O porém, é que, após 10 anos, o Bruce Dickinson coisa ruim reaparece pra levar a alma (e a vida) da pessoa que fez o pedido, (abro um parênteses aqui para falar sobre alguns detalhes importantes, Johnson morreu com 26/27 anos (não se sabe ao certo), 10 anos depois de iniciar sua carreira. Foi morto possivelmente envenenado, sofrendo terríveis dores no estômago e essa seria a razão de, antes de morrer, ter sido encontrado andando de quatro e uivando como um cachorro, outro fato interessante é que no episódio, quem vinha buscar o “pagamento” era Cérbero (aquele cachorrinho simpático das trevas) ) Claro que apelando um pouco para o público masculino, Supernatural conta com algumas modificações… substituíram supernatural-crossroad.jpgo homem por uma bela mulher (foto), e em vez de afinar o violão, ela tasca um baita beijo no cara para “selar” o acordo (tá certo né? rs*)

Bom, acredito que seja só mais uma lenda urbana, porém, gosto quando os filmes mesclam realidade com fantasia, fazendo com que até os mais céticos (como eu), procurem por mais informações :D já deixei claro aqui, que não acredito no diabo, mas nem por isso eu me arriscaria a passar nessa tal encruzilhada no Mississipi à meia-noite, e você? (É claro, que se ele viesse no corpinho da Jeannette Sousa, eu iria estudar a proposta com carinho…)

P.S.: A respeito das músicas do cara, são medianas, diferentes de tudo que eu já ouvi de Blues, mas continuo preferindo Legião Urbana…

Que a Força esteja com você!

7 Novembro , 2007

Realmente, o povo brasileiro acredita em tudo! não é de se admirar que a política esteja como está… leiam essa engraçada reportagem que trata de um assunto bastante sério, a religião, ela  foi publicada originalmente na Vip Exame em Agosto de 2001. Na minha opinião deveria ter ido ao ar no programa Pequenas Igrejas, Grandes Negócios, depois de ler acredito que concordarão comigo, e sairão correndo comprar uma fantasia de Jedi :D

Para testar a fé do brasileiro e restabelecer a paz universal, nosso repórter assistiu a toda a série Star Wars e fundou uma nova religião: o jedaísmo. E até conseguiu adeptos.

Um assunto estranho invadiu os noticiários do Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, que estão realizando seus respectivos censos populacionais em 2001: uma misteriosa corrente de e-mails pedindo a todos os cidadãos que não têm uma religião definida que respondam aos pesquisadores que são da religião Jedi. O spam afirma que, assim que os adeptos somarem 10.000 respostas, o jedaísmo, inspirado na série Star Wars, de George Lucas, poderá ser transformado em uma religião oficial.

Mas, apesar da simpatia do Mestre Yoda e sua turma, a campanha não deu muito certo. E os auto-intitulados Cavaleiros Jedis foram ameçados com multas e processos se continuassem com a tentativa de melar o censo. Será que no Brasil aconteceria o mesmo? Afinal, o brasileiro já acreditou em coisa muito mais bizarra, como o ET de Varginha, o confisco do Collor, a Seleção Brasileira e o Paulo Maluf. Por que não acreditaria numa religião baseada na filosofia Jedi?

Pouco tempo depois, eu, Arturo Querzoli, e dois atores, Leonardo e Fábio, nos vestimos de Cavaleiros Jedis e invadimos a Praça da Sé, no Centro de São Paulo, ponto de pregação de muitos líderes espirituais, para divulgar o jedaísmo – e ver se descolávamos uma graninha extra.

Nosso Pregadores: Fábio Skywalker / Leonardo Kenobi / Arturo Gon Jinnl

Munidos de um cartaz feito por um pintor de pôsteres de filmes pornôs e de alguns colares encomendados para lembrar que “a Força está com você”, paramos no meio da praça, a alguns metros de um grupo de evangélicos cristãos.

Passados 5 minutos, nós três – recém-nomeados Obi-Wan Kenobi (Leonardo), Qui-Gon Jinn (eu) e Luke Skywalker (Fábio) – já atraíamos olhares curiosos. Em dúvida se a atenção popular era causada pela mensagem “Que a Força esteja com você” pintada no cartaz atrás de nós ou pelas roupas ridículas que usávamos, Obi-Wan Kenobi dirigiu-se ao curioso mais próximo e perguntou:

Obi-Wan Kenobi: O que você está fazendo aqui na praça?

Curioso: É que eu não sou ninguém. Acabei de cumpir 23 anos de cadeia.

Obi-Wan (tentando disfarçar o susto): Por que você acha que não é ninguém? Quantos anos você tem?

Curioso: 42. É que eu sou ignorante.

Obi-Wan (dirigindo-se ao recém-formado grupo de interessados ao redor de nós): Quantos de vocês têm mais de 50?

(Alguns levantam a mão.)

Obi-Wan (apontando para o ex-presidiário): E quem de vocês acha que esse homem é ignorante?

(Ninguém levanta a mão.)

Obi-Wan: E quem acha que ele é ninguém?

(Ninguém levanta a mão.)

Obi-Wan (para o ex-presidiário): Tá vendo? Sinta a Força dentro de você e dê a volta por cima! Como você está se sentindo agora?

Curioso: Alguém. Agora eu sou alguém!

Obi-Wan (com um sorriso contagiante de Padre Marcelo): É isso, irmão! Seja um Jedi e que a Força esteja com você.

Vencido o combate inaugural contra o Lado Negro da Força, um grupo de bêbados, secretárias, desempregados, auxiliares de escritório, bacharéis, office-boys e outros habitantes da Praça da Sé já se aglomerava em volta dos três dublês de beduínos que haviam acabado de converter um ex-fora-da-lei. Será que a Força estava realmente do nosso lado?Confiantes de que o público não reconheceria a semelhança entre a nossa religião e os filmes do George Lucas (se descobrissem a brincadeira, certamente nos expulsariam a pedradas), iniciamos nosso sermão. Nosso discurso era simples, baseado em quatro princípios básicos:

1. Acreditar e sentir a Força, que está acima de todas as religiões do planeta Terra.

2. União universal e sem preconceitos entre humanos, andróides e extraterrestres.

3. Busca da paz e do amor pelo poder da Força.

4. Combate sem tréguas ao Lado Negro da Força.

O público ao nosso redor foi aumentando. Preocupado com a concorrência, um pastor do grupo evangélico vizinho abandonou seus companheiros para nos intimar:

Pastor: Quem são vocês? O que vocês estão transmitindo aqui?

Qui-Gon Jinn: Estamos transmitindo a Força. A Força dos Jedis. O senhor conhece a nossa religião?

Pastor: Jedis, né? Já ouvi falar. Li alguma coisa a respeito, mas não conheço muito, não. Qual o objetivo de vocês aqui?

Qui-Gon: Promover a paz e o amor, ensinar vocês a usarem a Força que está presente em todo o Universo.

Pastor (incrédulo): E como vocês pretendem fazer isso? Baseados em qual fundamento? Como podem explicar essa tal Força do nada? Como podem não acreditar no pai-nosso-todo-poderoso?

Mal começou a discussão entre o evangélico e Leonardo (Qui-Gon Jinn), e os curiosos se multiplicaram em torno de nós. Para ajudar o pastor indignado, um espertalhão logo lançou a pergunta: “Isso é daquele filme Guerra nas Estrelas!”, mas obteve, antes que o público se rebelasse, a resposta ensaiada de Luke Skywalker: “Claro que sim. O filme é o único que mostra nossa religião, que existe há milhões de anos”.Depois de 10 minutos de acusações (“A Força é o diabo!”), o pastor ficou bravo e foi embora, resmungando pragas bíblicas. Ele, porém, estava errado. A Força não é o diabo. O Darth Vader é que é o diabo. Nessa altura do campeonato, já choviam sabre.jpgperguntas da pequena multidão reunida, que, para nosso espanto, realmente estava interessada em virar Jedi. Os diálogos que se seguiram pareciam saídos de ficção científica:

Rapaz: Vocês acreditam que, através dessa Força que vocês pregam, as pessoas consigam mover objetos por meio do pensamento?

Qui-Gon Jinn: Claro! É só atingir um estado de perfeita harmonia com a Força presente no Universo.

Rapaz (falando para a velhinha atenta que está ao seu lado): Viu, mãe!? Não falei pra senhora? Agora a senhora sabe como eu faço para mexer os copos e aquelas coisas todas!

(Dirigindo-se a mim): É que eu tenho poderes paranormais, sabe? Eu olho para um animal, por exemplo, e penso: “Quero que você levante e vá para a esquerda”. Aí ele levanta e vai para a esquerda.

Qui-Gon (fazendo cara de santo para não rir): Hum. Sei. A Força é forte em você, meu jovem.

Com o sucesso repentino das nossas pregações e ensinamentos, logo nos tornamos a sensação da praça. Como todo líder religioso que se preze, passamos à segunda fase de nosso teste de fé: a arrecadação financeira. Entre uma pregação e outra, Luke Skywalker abriu um pequeno tabuleiro com nossos Talismãs Jedi (produzidos pela empresa Controvérsia especialmente para a VIP): amuletos para proteger os Cavaleiros Jedi contra o Lado Negro da Força. Nem precisamos anunciar que o pequeno disco de lata com uma pedra no meio realizava milagres, espantava mau-olhado e atraía a sorte. Os simpatizantes de Yoda avançaram sobre as bijuterias sem perguntar o preço. Como nós não somos perversos como Jabba, the Hut, cobramos só 1 real por colar. E quebramos o protocolo da Praça da Sé ao aceitar passe e vale-refeição. Em menos de meia hora, só tinha notas amassadas sobre o tabuleiro. Definitivamente, a Força estava conosco! (Nós demos o dinheiro para o primeiro mendigo que encontramos ao sair dali, leitor. Afinal, um Jedi não se preocupa com a acumulação de bens materiais. Lembra-se de Yoda morando no pântano e de Obi-Wan no meio do deserto?)Mas, de repente, eis que o Lado Negro da Força resolveu nos desafiar. Talvez enviado pelo próprio Darth Vader, um jovem pastor evangélico, bem vestido, infiltrou-se no meio dos nossos futuros fiéis e começou a nos provocar:

Pastor Ivan Padilha: E de onde veio essa Força? Em qual livro vocês se baseiam?

Obi-Wan Kenobi (com as mãos sobre o rosto em sinal de concentração, para ganhar tempo): Ééé. Nos baseamos na experiência!

Ivan: Que experiência? Não tem nenhum livro que prove a existência disso! Nem em Deus vocês acreditam!

Ao ouvir essas palavras, parte do público começou a murmurar, duvidando da Força e (imagine só) até de nós, os Cavaleiros Jedi…

Obi-Wan (fazendo o sinal Jedi com o braço, para disfarçar o desespero): Éééé. É que não é preciso ver as coisas para acreditar. Por exemplo, o que vocês vêem aqui? (Enquanto fala, Obi-Wan fecha o punho, como se agarrasse o ar.) Para a maioria, dentro da minha mão não tem nada. Para nós, Jedis, existe muita coisa nesse vazio.

Ivan (exaltado): Vocês estão enganando o povo!

Obi-Wan (emblemático): A Força não engana ninguém. Basta senti-la.

Com o bate-boca, mais pessoas se aproximaram. Nosso público já era muito maior do que o que assistia às pregações cristãs ao lado. Mas, quando nosso companheiro Jedi afirmou que “Deus não existe, só a Força é real”, o pastor correu para o centro da praça e berrou:

Ivan (possesso): HERESIA!!! Ato de má-fé!!!O escândalo do pastor serviu apenas para atrair mais curiosos. Alguns já tinham, pelo visto, uma grande concentração da Força. Um deles, chamado Carlos Santos, se aproximou.

Carlos: Eu sei que a Força e todas essas coisas que vocês falam é verdade.

Qui-Gon: Ah! Então você já é um Jedi.

Carlos: Tanto que eu fui guerreiro romano numa vida passada e já estou em minha última encarnação aqui no planeta Terra.

Qui-Gon: Sei. E para onde você vai depois?

Carlos: Para Júpiter, claro, onde vive a civilização mais avançada do Sistema Solar. Os cientistas só não sabem disso porque eles estão em forma etérea, não dá para vê-los.

Qui-Gon: Ah, claro. Que a Força esteja com você.

No final da tarde, com muitos novos adeptos do jedaísmo circulando pela praça, uns trocados na caixinha e a enorme culpa por zombar da credulidade de gente simples mas honesta, resolvemos abandonar o planeta Terra. Na surdina, para não atrair a ira dos fiéis, nos dirigimos, um a um, para o carro que nos esperava num local econdido. Já longe do perigo de sermos descobertos, fizemos o sinal Jedi um para o outro, comemoramos o sucesso da empreitada e tiramos a fantasia. Animado, quando cheguei em casa tentei me concentrar na Força e fazer o controle remoto da TV levitar até mim. Não deu certo, mas um dia chego lá.

Os 10 Mandamentos do Jedaísmo

Religião tem que ter mandamentos. Aí estão os 10 princípios do jedaísmo:

  1. A Força deve compreender.
  2. Como o Mestre Yoda, somente da Força falar em invertida ordem e, de preferência, rimar.
  3. Contra o Lado Negro da Força, eternamente lutar. (Viu? Rimou!)
  4. Não ter preconceitos em relação a outros humanos, robôs ou extraterrestres com mais de uma cabeça.
  5. Combater eternamente Darth Vader e qualquer outro tipo de enlatado.
  6. Jamais confundir Star Wars com Star Trek.
  7. Achar que o Spock faz parte do Star Wars é pecado mortal.
  8. Não confundir a ordem dos episódios dos Seis Filmes Sagrados de São George Lucas (o mais recente é o primeiro, o mais antigo é o quarto e ih, que confusão!).
  9. Não usar o sabre de luz durante o apagão (afinal, o Universo inteiro está em crise de energia).
  10. Reconhecer que a Força está dentro de você, mas no bom sentido.

Cinema Brasileiro x Cinema “Gringo”

14 Outubro , 2007

Buenas!

Se você gosta de filmes estilo “Tropa de Elite”, por favor não leia este post, caso contrário, você vai ficar bravo comigo :)

Aproveitando o feriadão ontem fui assistir ao filme “Stardust – O mistério da estrela”, 12.jpgconfesso que estava com um pé atrás, porque a crítica simplesmente ignorou esse lançamento (assim como faz com tantos outros “filmaços”, Tristão e Isolda por exemplo…). Bom, o fato é que o filme me surpreendeu, apesar de eu ser extremamente contra excessos de “defeitos espaciais” (Homem Aranha 3 me decepcionou…) neste filme eles foram tão sutis algumas vezes, que a gente nem percebia (não se tornou enjoativo e fora da realidade). O filme é uma mistura de conto de fadas com Senhor dos Anéis (credo hehe), onde um simples rapaz chamado Tristan acaba se apaixonando por uma das mais belas raparigas da cidade, e, para provar o seu amor, sai em busca de uma estrela cadente que ambos viram cair, para dá-la à sua amada como prova de seu amor. Ao encontrar a estrela cadente ele descobre que ela é na verdade uma linda moça, e acaba protegendo-a de feiticeiras (da coroa enxuta Michelle Pfeiffer), príncipes malvados, e outras aberrações, tudo em nome do amor hehe. Apesar do romance e aventura, é um filme engraçado, com piratas “bambis” (Robert De Niro  é uma perfeita dama hehe), e fantasmas que torcem pela morte de seus irmãos príncipes (no final morrem todos os 7), enfim é um belo filme pra assistir, recomendo você levar junto um baldinho de pipocas e a companhia alegre da minha amiga Vanessa :)

Agora falando sobre o filme “Tropa de Elite”, não assisti (assim como não assisti cidade de deus) e nem pretendo (que bicho ignorante! rs*), não é que eu seja contra filmes brasileiros, mas os temas abordados por eles são sempre os mesmos: violência, sexo, miséria… e coisas do gênero (se você me apontar algum que não contenha ao menos um desses elementos eu tiro o meu chapéu, e escrevo um post de correção). Não sou crítico de cinema (mas metido o suficiente pra tentar me fazer passar por um), acho que o cine.jpgBrasil tem capacidade de fazer bons filmes sim, Olga foi um exemplo, não entendo porque não seguem esta linha, filmes de ficção, aventura (sem ser infantil como os  da Xuxa), ação, mas com um cenáriozinho mais moderno, fotografia mais limpa (aqueles cenários pós apocalípticos blergh, favelas, muros pixados…), os carros que mais vemos são: Kombi, Fusca, e Brasília (parece até episódio do chaves nas férias de acapulco). Os textos são bastante inteligentes e engraçados (gostei muito de “O Homem que copiava”, e “O Auto da Compadecida”), o que nos falta é imagem e uma filmagem de mais qualidade (e infelizmente, isso representa no mínimo 70% do filme hehe), e mais um detalhe, por favor, parem de usar atores de novela pra fazer filme (fica aquela sensação de que você está assistindo à um capítulo de “Vale a Pena Ver de Novo”), não dá o mínimo tesão ir ao cinema assitir alguma coisa assim, dá?

Mas não percamos as esperanças, caros amigos, espero logo logo poder postar aqui uma crítica (boa de preferência) de algum filme brasileiro, confesso que estou na torcida :)